Publicado por: negerigeletschtempoit | fevereiro 9, 2009

Que fria!

A tal chuva gelada acabou sendo uma tempestade gelada. Toda a área norte do estado entrou em estado de calamidade pública, por causa de tantas árvores/galhos que se quebraram com o peso do gelo, levando junto postes e cabos de força. Ficamos seis dias sem energia elétrica e há gente que ainda está no lampião.

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Esta foto foi tirada na manhã seguinte ao dia de maior chuva. O sol faz tudo cintilar que é uma lindeza. Pena que não consegui pegar o brilho colorido que tanto gelo produz.

Hoje, já está tudo derretido. Ficou para trás uma arruaça sem fim para a gente limpar! Tivemos uns estragos pequenos na calha dos fundos da casa, além de quebradeira num de nossos jardins de flores. O seguro pagou pelos estragos e limpeza/remoção dos montes e montes de galhos do quintal. Guardamos o dinhirim e estamos limpando nós mesmos… hihihi…

Eu me refiro a estragos desta natureza:

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Mas, estamos bem.

Publicado por: negerigeletschtempoit | janeiro 27, 2009

A vida chata de um picolé

A bola azul

A bola azul

 

A bola de vidro que colocamos na varanda e que não serve para coisa alguma, a não ser para ser binitinha, está cercada de gelo.

Acordamos para uma manhã completamente gelada. E a chuva continua caindo. Tivemos um pequeno desastre no deck de trás da casa, onde um galho da “Maple Tree” não suportou o peso do gelo e se partiu, atingindo o telhado. Ainda bem que não estragou muita coisa, apenas amassou a calha e fez uma bagunça daquelas para a gente limpar mais tarde.

Tenho mais fotos mas vou deixá-las para depois.

Publicado por: negerigeletschtempoit | janeiro 26, 2009

Geleira

frio

 

Estamos aguardando uma chuva gelada que está para cair. Chuva gelada é uma  titica. Não é granizo, não é neve também. É chuva molhada e aguada mesmo que, ao atingir qualquer área no solo, se congela imediatamente. Qualquer galhinho de árvore por mais fininho que seja, qualquer fio, cerca, arame, fiapico de nada que seja, acaba envolvido no mais puro e duro gelo.

E gelo pesa. E as coisas se partem, quebram, arrebentam. Os fios de eletricidade vão “caputz”, os galhos das árvores estalam como explosões e se quebram, fazendo aquela bagunça. Nem ligo muito para a falta de luz mas morro de peninha das árvores.

As ruas ficam parecendo um rinque de patinação (no gelo, é claro!) e dirigir nestas condições, só numa emergência.

Estamos preparados da melhor maneira que podemos. Temos um gerador a gasolina, temos querosene para os lampiões e temos comida suficiente para, pelo menos seis meses… HAHAHA. Pela mãe do guarda, a previsão é para dois a três dias apenas. Credo. Mas, que temos comida nesta casa para seis meses, lá isto temos.

Publicado por: negerigeletschtempoit | novembro 15, 2008

Gente nova na família

Semana passada, estávamos sentados na varanda curtindo a boa temperatura lá de fora, quando ouvimos um miado. Comprido e choroso. Pensamos que fosse uma de nossas gatinhas (temos duas) dentro de casa, choramingando porque não gostam de ficar sozinhas. Era não.

Um gato acinzentado estava do outro lado da rua, na beirada da floresta, sentadinho olhando para a gente e miando. As cachorras (temos duas também) prestavam atenção. Como elas são acostumadas com as gatinhas, elas não têm ganas de sair correndo atrás de gatos que aparecem por aqui.

Ficamos preocupados porque a hora do “rush” estava chegando e aquele gato sentado tão perto da estrada estava correndo o risco de ser atropelado. Resolvo ir até lá, certa de que com minha presença, ele sairia correndo para a floresta e, idealmente, para a casa lá dele.

Assim que chego perto, o bichano se deita e me mostra a barrigota. A coisa mais diliça deste mundo.

Para fazer o caso mais curto, depois de sair pela vizinhança com o gato no colo, perguntando “Cê perdeu este neném?” e recebendo apenas respostas negativas, volto para casa com ele…

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Ele agora mora aqui conosco. É nosso!!  Acreditam que ele já até engordou um cadim? Tadinho, estava com as costelinhas aparecendo. Ele é mansinho, alegre e inocente. Ah… e castrado também.

Hugo Chagnasty é o nome que demos para ele. Bem vindo, Hugo!

Publicado por: negerigeletschtempoit | novembro 1, 2008

Antes e Depois

Feito em casa

Feito em casa

Nossa cama era estranha. Não tinha cabeceira. Estilo americano, colchão super legal sobre o que eles chamam de “box of springs” (caixa de molas) sobre uma estrutura de metal que faz os pés da cama. Prático e conveniente porém… éééééca que coisa mais chóca!

Vai daí que peguei duma tábua tipo compensado (só que mais grossa). Comprei pedaços de um tecido semelhante a suede em quatro cores: vinho, verde e dois tons de beije. Comprei oito botões de madeira bem bonitos e fortes. Comprei também “batting” que é o material utilizado para o miolo dos quilts.

Cortei os tecidos em quadros, costurei dois a dois na sequência que mais me agradou, fazendo duas tiras. Costurei as duas tiras juntas e acrescentei as sobras dos dois tecidos beije nas laterais, fazendo como que uma moldura. Na parte de cima, usei a sobra do tecido vinho e na de baixo, usei o verde.

Coloquei meu trabalho sobre a tábua e, em cada encontro dos quadros, enfiei uma ponta de lápis bem fininha para marcar a tábua. Depois, peguei da furadeira elétrica de Maridas e fiz um “furaquinho” em cada marquinha na tábua (é cláááááro que retirei o treco que eu costurei de cima da tábua antes de furar, ora pelotas). No que os furinhos ficaram prontos, peguei o “batting” e dobrei até chegar na “fofura” que eu queria. Coloquei em cima da tábua e usei do grampeador elétrico de Maridas e fui grampeando ”di pur di trás”, prendendo o batting bem direitinho. Coloquei meu trabalho por cima e grampeei por trás também.

Peguei os botões, passei um arame bem fininho na pilonga que eles têm atrás, um por um, e enfiei as pontas deste arame pelo furinho da tábua. Bingo! Prendi os botões por trás, apertadinho e fazendo as “almofadas” de nossa cabeceira nova. Di cuma que eu prendi os arames? Eu os enrolei num preguinho que coloquei atravessado sobre o tal furaquinho. Deu certo.

O tecido é muito bacana, parece camurça e acho que ficou legalzinho. Ah, Maridas fez duas pernas para a cabeceira. Puxamos a cama para frente, colocamos a cabeceira encostada na parede e trascamos a cama de volta no lugar. A princípio, eu queria pendurar a cabeceira na parede. Mas, acho que desta forma ficou mais legal. Se eu quiser mudar a posição dos móveis no quarto, é só transferir a cabeceira pernuda para outra parede. hihihi…

Publicado por: negerigeletschtempoit | outubro 30, 2008

Tem hora que aperta

O peito aperta, o coração fica miudinho e socado. O peito aperta brabo, a vontade é de chorar até me desmanchar em líquido, e escorrer, e desaparecer. Ou parar de sentir. Já seria alívio. Já ajudaria.

Tem hora que aperta tanto que sufoca; que tudo perde o sentido. Uma falta tão grande que nem posso chamar de saudade. Saudade é coisa pouca, é mixaria. É falta mesmo. É sufoco de falta!

Falta dela e de mais ninguém. Falta da carinha dela, do carinho dela. Das chaturas dela. Das risadas dela. Da voz dela. Das mãos dela. Do perfume dela.

Acham que estou falando de uma amante, um caso secreto, uma coisa pecaminosa? Nãããh… Ela é minha mãe. É… minha mãe. A melhor amiga que já tive na vida, a única pessoa que me amou total e incondicionalmente, eternamente, “prá sempre, amém, saravá meu Pai, mangalô trêis vêiz.”

Minha vida vai correndo normal, Maridas é super – mais do que sonhei – o trabalho vai indo lerdo e sem novidades, as alegrias são muitas e os tesouros incontáveis. Mas, ela me faz falta. Dói a falta que ela me faz.

Tenho sonhado com ela e tenho a impressão de que ela está mais longe ainda do que a distância física que nos separa. Tenho tido pressentimentos, presságios… E dói. Prá cacete! E eu penso em morrer.

Publicado por: negerigeletschtempoit | setembro 23, 2008

Trabaím

Caminho de Mesa

Caminho de Mesa

Fiz um caminho de mesa para minha mesa da sala de jantar. Achei que ficou bonito. Na foto, o tecido aparece muito como vermelho mas, na realidade é bem vinho. Eu o escolhi por combinar com a cúpula do abajur lá do fundo.

Agora que o outono chegou, teremos menos trabalhos a serem feitos no quintal, hortas e jardins. Vou poder ficar mais aqui dentro e – FELICIDADE – vou poder fazer mais “trabaíns” que tanto gosto.

Falando em outono, temos tido dias deliciosos, temperaturas bem mais amenas e manhãs super nubladas, coisa que adoro!

Falando em outono (titica), como estava programado, começo a trabalhar na próxima sexta-feira. Mas, há uma diferença: vou trabalhar APENAS dois dias por semana!! Desde que saí do meu emprego anterior, eu não conseguia nem imaginar ter que voltar ao batente.  Mas, a gente tem que ser consciente e fazer as coisas direitinho. Merda. Ah, quase me esqueço. Há outra coisa boa: o local onde vou trabalhar fica bem pertinho de casa, coisa de cinco/sete minutos de carro, apenas. Bom, né? Pois.

Assim que o inverno chegar, pego meu quilt de novo. Ele está no armário me esperando para ser terminado. Como eu disse antes, no calor, temos muito o que fazer nas tarefas “horti-fruti-granjeiras” e pouco tempo me sobra para quiltar. Outro detalhe é o desconforto de ter o quilt tão grandão caindo sobre minhas pernas, durante o tempo quente.

Meu segundo quilt

Meu segundo quilt

As bordas marrons estão dobradas e alinhavadas para proteger o desenho a ser quiltado. Esta é uma cama “queen size” do nosso quarto de hóspedes. Dá para ver que ele é grandão, né mesmo? Além da borda marrom (depois de quiltada), vou acrescentar mais uma borda feita com pedaços (sobras) dos vários tecidos utilizados na parte colorida do quilt.

A ser quiltado

A ser quiltado

Não sei se dá para ver o desenho que há  na borda.

Publicado por: negerigeletschtempoit | setembro 16, 2008

Hoje

 

Estou tinindo de dor de cabeça. Assim meio na nuca, subindo prá cima di pur di trás da cabeça e descendo prá baixo prás bandas dos óio. Acho que dormi desajeitada, talvez com o pescoço esconjuntado no desembôlo do travesseiro. Vai que foi isto. Sei não. Dói, a merda. Azá.

Não posso tomar aspirina porque me lasca uma dor danada no estômago. Mesmo que seja um pedaciquim de nada. A dor de cabeça desaparece e vai parar todinha, em dobrado, no estômago. O médico disse que sou alérgica a aspirina e seus derivados. Chique, né? Mas dói, a merda. Tomo um tal de acetaminofem (acho que é assim que se escreve), um medicamento que derrete o fígado da gente. Bão, né? A dor passa. O fígado ainda não deu sinal de derretimento e num dói nem nada. Pelo menos. Inda bem.

Sou mesmo uma tonta. Tenho esta mania de programar o que o meu dia seguinte vai ser, assim que me deito para dormir, na noite anterior. Acho que faço isto para “pegar soninho”. Fico pensando coisas boas para não ter sonhos ruins também. Trem mais bobo. Eu sei.

Eu costumava gostar muito de dormir e sonhar. Costumava ter sonhos porretas. Sonhava que estava voando e aprontava até. Era tão gostoso. Eu costumava rir muito nos meus sonhos. Poucas vezes eu chorava e, se isto acontecesse, por algum motivo, havia uma vozinha que me dizia: “Acorda, topeira, você está sonhando!” Era bacana.

Hoje em dia, sonho pesado e sem graça. Perdi a inocência. Acho. E será por quê eu sempre sonho que é de noite, hein? Nunca sonho com sol brilhante, céu azul e coisas assim. É de noite e pronto. Está sempre escuro lá fora e se há luz, é artificial. Coisa, né?

Pois, como eu ia dizendo, nesta de programar o meu dia seguinte, acordo com um certo rítimo na cabeça. Coisas para fazer, hora de parar de trabalhar, projetos que quero começar e assim por diante. ODEIO quando, tendo meu programinha todo bem elaboradinho, algum acontecimento tira tudo de ordem.

Hoje foi assim mesmo. Acordei prontinha para vir cá para baixo, no meu quarto de costuras, fazer um caminho de mesa novo para minha sala de jantar. Já até comprei os tecidos e linhas. Dormi contente pensando no que ia fazer.

Merda. A secretária do dentista telefonou e nos avisou que o Doutor Nosari (este é o nome dele – estranho, né?) vai se aposentar e, se quisermos uma última visita/exame/tratamento com ele, TEM QUE SER HOJE.

Como pode uma coisa destas? Um doutor tão legal, tão engraçadinho e tão gente boa – mão leve e gentil – vai se aposentar, assim sem mais nem menos? E vai deixar a gente (depois de hoje) à mercê dos outros panguás que trabalham no mesmo consultório. Fiquei triste e fiquei emputecida dobrado.

Primeiro, por perder o melhor dentista que já tive. Depois, porque meu programa para hoje foi para as cucúias. 

Só espero que Doutor Nosari tenha uma boa aposentadoria. Ele merece.

 Mudando de assunto. Tem uma zuiúda na televisão falando um monte de besteiras. Temos uma tv aqui bem pertinho de nossos computadores. Já pensei que meu marido, se fosse brasileiro, tinha que ser aparentado com um conhecido lá de casa, um tal de Wilson Martini. Este senhor, nos tempos em que eu era ainda pititinha, tinha um monte de televisões na casa dele e elas viviam ligadas. Isto, no tempo em que a gente só via tv à noite. Na casa dele, as bichas eram ligadas quando o povo acordava e desligadas, quando eles iam dormir. Éca.

Maridas meu tem sempre que ter uma tv ligada. Para tanto, temos tvs em quase todos os cômodos desta casa. Credo. Levei um tempo mas aprendi a não prestar atenção nas titicas de tvs. E o que há de programa de merda nas tvs americanas não é brincadeira.

Tadim de Maridas. Não gosto de falar estas coisas dele. Parece que estou falando mal dele, quando ele é tão bacana. Estou não. Ele é bacana demais.

 Mudando de assunto de novo. Parei de tomar Pepsi Cola. Adoro Pepsi mas a diaba me lasca um barrigão de grávida. Que coisa, né? Os homens, quando ficam velhos e cheínhos, ficam até mais gostosos. Nós mulheres, cheínhas e barrigudas ficamos mesmo umas jabiracas de feias. Nesta, lá se foi minha Pepsi.

 

Por hoje chega.

Publicado por: negerigeletschtempoit | agosto 1, 2008

E o resultado vai aparecendo

Depois de mais ou menos quatro (ou cinco?) anos sem escrever, volto para mostrar o que estivemos fazendo. Maridas e eu trabalhamos durante este período na reforma e melhoria de nossa casa. Ele brinca, dizendo que eu as “exigi” mas não é verdade. As coisas foram acontecendo sem a gente nem perceber.

Começamos com a construção de uma varanda na frente da casa e um deck saindo do nosso quarto. A foto do cabeçalho é deste deck, visto de dentro do quarto. Ao mesmo tempo, resolvemos aumentar a garagem (agora para dois veículos), com a devida instalação de portas automáticas – ái que chique!

Aumentamos o nosso quarto, reformamos os dois banheiros, a lavanderia e a cozinha. No porão, construímos um quarto de costuras para mim (MARAVILHA DAS MARAVILHAS!), um quarto dos brinquedos de Maridas (aeromodelismo e trenzinho de ferro – muito legal) e nossa sala de televisão super confortável.

Desta forma, pude arrumar a sala de visitas lá de cima, retirando a merda da tv de lá. Consequentemente, a danada FICA limpa e ajeitadinha o tempo todo. Tem coisa mais nojenta do que tv na sala de visitas? Não há como manter a inhana arrumada!

Durante três destes anos, trabalhei à noite como estocadeira do “glorioso” Walmart (há muito o que contar desta experiência!). Eu chegava em casa às sete da manhã e dormia quase o dia inteiro (fora os dias em que Maridas teve que construir telhados – nestes dias, fiquei acordada lá junto dele, ajudando e morrendo de medo dele cair lá de cima), enquanto Maridas trabalhava na construção pesada. À noite, ele dormia e eu batalhava no sulanca das “Minas de Sal” de uma cidadezinha daqui perto, chamada Flippin. Éca! Mas, valeu a pena. Quando, finalmente, pude parar de trabalhar, pude partir para as pinturas das paredes, coisa que descobri adorar de paixão.

Aos poucos, vou colocar aqui as fotos de nosso trabalho.

Troquei o nome do blog mas estou utilizando o nome antigo como assinatura. Acho que tenho que pegar o jeitinho de escrever de novo… estou enferrujada.

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